Desafios do Uber – Quando a inovação acaba, o que fazer?

Desafios do Uber – Quando a inovação acaba, o que fazer?

Desafios do Uber - Quando a inovação acaba, o que fazer?
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Desafios do Uber – Quando a inovação acaba, o que fazer?

Desafios do Uber – Quando a inovação acaba, o que fazer?

Ele chegou tremendo todas as bases do que estava aí. Andar num carro particular, sem qualquer identificação, de um estranho? Primeiro veio a versão Black. Um carro de luxo, motoristas de terno e gravata, atendimento de motorista particular, pelo mesmo preço ou ainda mais barato do que se pagava num taxi. Uma vez que a gente estava acostumado a entrar num carro estranho, o golpe de mestre: carros comuns, motoristas comuns e preços bem menores que o serviço padrão.

As reações foram as mais diversas. Os motoristas de taxi em todo o mundo reclamando da concorrência desregulamentada. Muitos usuários contentes com a nova forma de transporte, alternativa aos serviços de taxi, em alguns lugares caros e ruins. A empresa só crescia e crescia sem parar, sem nunca ter feito publicidade tradicional.

Não é um caso isolado. Outras empresas em outros segmentos causaram a mesma ruptura e cresceram rapidamente provocando mudanças arrasa-quarteirão, sem qualquer necessidade de publicidade.

“Construa e eles virão”, diz o mantra do bom produto. “Produto bom não precisa de propaganda”, diz uma outra meia verdade.

Meia verdade.

Hoje, andando de Uber, escuto no rádio “Se é fácil pedir, é Uber”.

Demorei alguns instantes até entender que era isso mesmo. Um spot (anúncio) no rádio da empresa Uber. O que aconteceu com a diferenciação, com a capacidade de crescer sem publicidade? Por que estariam fazendo publicidade se nunca antes haviam feito?

A resposta é Cabify. Lift. 99TOP, 99POP e todos os outros serviços similares que apareceram na esteira do Uber e que se resumem em um única palavra: CONCORRÊNCIA.

Se o Uber foi o primeiro a trazer este serviço para o Brasil, se diferenciou e cresceu sem esforço de publicidade tradicional, ao se deparar com a concorrência forte e sem conseguir trazer mais diferenciação para o seu serviço da forma como fez quando chegou, o que fazer para conseguir crescendo e bater a concorrência?

“Chamem os publicitários” alguém deve ter falado e, em seguida, vemos campanha de Uber em todos os cantos.

Se os spots de rádio (e as outras iniciativas de publicidade) vão resolver o problema do Uber não sei. Tenho minhas sérias dúvidas. Continuo acreditando que a qualidade da oferta e do serviço é o que realmente cria a diferenciação.

Mas uma coisa fica clara. Empresas que inauguram segmentos de indústria e crescem de forma desenfreada numa nova categoria, só conseguem fazer isso por que são os primeiros a encontrar um novo mercado. Quando a concorrência chega, voltamos a ter um cenário que as empresas de segmentos mais “tradicionais” sempre enfrentaram: quando o serviço ou produto é muito similar, como se diferenciar dos concorrentes?

Quando a capacidade de inovação acaba, o que fazer? Será que os publicitários vão dar jeito?

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